sábado, 16 de julho de 2011

O ano de 2007 e meu diagnóstico...


2007...Sem dúvida um dos anos mais tristes da minha vida. Dolorosas perdas me marcaram esse ano e no fim uma triste descoberta.

Março/2007... terminava um relacionamento do qual havia morado um ano com meu parceiro.

Julho: Perdi um importante amigo, Tio I..: vitima da Aids.

Final de outubro, recebo a noticia que meu ex estava internado em um hospital com: depressão. Na 1ª visita percebi um olhar distante, triste e ele extremamente magro e abatido...
Mais foi somente quando ele foi transferido de hospital é que acendeu uma preocupação em mim. 
Na 2ª visita  ele já estava no setor especifico que trata pacientes da Aids. Sai do hospotal super preocupado e dado como certo o meu contágio, afinal haviamos morado juntos e transado eventualmente sem camisinha.
Na manhã seguinte recebi a ligação dizendo que ele havia falecido.

Eu que até entao não tinha me deparado com a Aids, no auge dos meus 25 anos, perderia pra
"ela" 2 pessoas das mais importantes que passaram pela minha vida..

Final de novembro resolvo fazer o exame. No fundo eu ainda tinha a esperança que por algum milagre desse negativo. Já li sobre casais que um tinha e não passou pro outro. Tentava me apegar a isso.

Dai quando me ligaram do laboratório pedindo uma nova coleta eu já saquei ali que estaria infectado tbm. Repetido o protocolo e uma semana de espera, o resultado: REAGENTE.

Era uma quinta-feira, a tarde. Sai e fui caminhando por uma avenida movimentada, aquele envelope nas mãos, não conseguia chorar... Na verdade, não chorei nem depois.

Meus pensamentos se atropelavam, eu não sabia por onde começar, o que fazer dali pra frente. Sentia muito sono..E dormia muito. Era a negação de que aquilo não poderia ser comigo..

Era dezembro, as músicas e o espirito natalino ja tomavam conta da cidade. O clima familiar que o natal traz e eu estando a milhares de km longe da minha familia, sozinho e ainda com aquele envelope e uma série de dilemas que ele me apresentava.

Quebra da "imortalidade", a vida agora parecia um delicado fio separando vida e morte numa frágil sensação de que estaria rompendo esse fio.. Havia vivenciado nesse ano duas perdas pra Aids e não conseguia ver saída naquele 1 momento...




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