quarta-feira, 27 de julho de 2011

30 anos da Aids e sua associação ao gay



Numa conversa via web um adolescente de 18 anos me relatava de quando assumiu sua orientação sexual para a familia e no relato me chamou a atenção que, segundo ele, a mãe chorando copiosamente se dizia triste porque ela não queria que seu filho pegasse e moresse de AIDS. Enquanto que o irmão "hetero-viril-machão" da casa, pegava meio mundo de mulherada nas noitadas e que sua única preocupação nessa pegação toda é só a gravidez indesejada. Dai bastando que a mulher diga tomar a pilula que de resto não há perigo nenhum".


Dai folheando um jornal local me deparei com uma matéria sobre a Aids e aumento dos casos entre as mulheres. Segundo dados da secretária de saúde estadual, em meados da década de 80 tinha a proporção de 11 homens para 1 mulher infectada. Em 2011 já está na situação de 02 homens para 01 mulher.
Embora eu tenha plena confiança nos dados de tais pesquisas e reconhecer o aumento dos casos entre mulheres, idosos e adolescentes me questionei sobre o porque a AIDS ainda não ter se descaracterizado na mente das pessoas com uma doença gay ou ainda sermos o que diziam no inicio:"grupo de risco".

O próprio meio gay ainda vive ainda sob tal estigma bastando qualquer sinal de gripe, abatimento ou qq probleminha de saúde com outro gay que logo se gera especulação sobre Aids .

Quando fui diagnósticado com o vírus sofri muito pela associação de ser gay x contrair o HIV. Como uma espécie de culpa por ter minha orientação sexual diferente. O PRECONCEITO ao gay e a associação com a Aids é como se isentasse a sociedade de qualquer compaixão, só nos restando um "colheu o que plantou".

Lembrei até de uma consulta com um médico proctologista de quando fui perguntado se fazia sexo com homens eu respondi positivamente, senti o rumo da consulta e do tal Dr. mudarem totalmente sendo ele rispido e bem grosseiro após tal resposta.

Enfim, espero que essa associação um dia mude. Que nos livremos do estigma do ser gay x ter o HIV (como castigo a nossa condição sexual). Acredito que até temos responsabilidades pela situação de risco a qual nos colocamos e terminamos por infectados. No entanto, em meados de 2011 a Aids está nos shoppings, nas faculdades, nas melhores festas e eventos. Bem vestida, esperando só que O SER esqueça de usar a camisinha pra fazer de mulheres, idosos, homens gays ou não tornarem-se sua próxima vitima.


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